Olá, fico feliz quando você vem aqui.

Desenvolvo este blog para que as colegas possam aproveitar as atividades aqui contidas na sua prática pedagógica diária. Muitas são de minha autoria, outras tantas retirei no Grupo Professores Solidários, Internet e de outras fontes.

Atualmente, aproveito ótimas atividades que colegas postam no grupo "Educando e Aprendendo" que fundei juntamente com Flávia Cárias e Sheila Mendes, para ser mais um veículo de comunicação para quem se dedica à importante Arte de Educar.

Se alguém encontrar algo que seja seu, deixe um recadinho que faço questão de lhe atribuir os devidos créditos.

Beijão da Tia Paula

quarta-feira, 11 de maio de 2011

A Fada das Lágrimas - Anônimo

 
    Aninha se levantou muito contente.
    E disse a mãe:
    - Mãezinha, estou tão contente. Olhe, que dia lindo! __ disse Aninha.
    Então sua mãe disse:
    - Tome banho e desça para tomar café.
    Meia hora mais tarde, sentada na escada que dá para o jardim, Aninha chorava muito. Não achava nada bonito. Tinha esquecido a beleza e o perfume das flores. O dia se tornara feio e cinzento. As lágrimas corriam pela sua face, caindo no seu avental que acabou molhado.
    Aninha chorava tanto, que, de repente, aconteceu algo extraordinário: uma de suas lágrimas caiu sobre os seus joelhos, mas não correu pela perna da menina. Ela foi aumentando, mudando de forma até se converter em uma fada.
    Que perguntou a Aninha:
    - Por que você está chorando?
    - Ai... Não me lembro! - Mas quem é você?
    - Sou a fada das lágrimas - respondeu a fada - meus duendes me contaram que você está desperdiçando suas lágrimas.
    É, chorando sem razão!
    Os meus duendes trabalham recolhendo lágrimas, para levá-las ao castelo das lágrimas, que é onde moro...
    Então a fada a convidou para ir até o castelo, onde os duendes levam as lágrimas, e Aninha quis ir, então a fada bateu sua varinha em Aninha e a menina começou a encolher, assim a fada e Aninha voaram até o castelo.
    Chegando ao castelo, disse a fada, levando Aninha para um salão enfeitado com milhares de pingentes, dos quais pendiam contas brilhantes e coloridas. E Aninha perguntou: 
     - O que é isso? São lágrimas disse a fada.
    As lágrimas recolhidas pelos duendes. Então a menina quis saber onde estavam as delas. E a fada responde: 
     - As suas não estão aqui, porque estas são lágrimas de felicidade. Então Aninha pegou uma das lágrimas e olhou dentro dela e viu uma jovem recebendo uma carta que lhe trazia notícias do seu bem amado. Aninha viu outras lágrimas que pareciam pérolas. Não brilhavam como as outras, mas tinha uma beleza especial. Nisso Aninha viu outras lágrimas feias e negras.
    Como são feias?
    As lágrimas inúteis sempre são feias. São derramadas por crianças manhosas, teimosas e briguentas.
    Olhe, aqui estão as suas. Aninha estava vermelha de ver vergonha.
    Então Aninha disse a fada. Prometo – lhe que vou tentar não me esqueceu do que você me falou, pedindo desculpas aos duendes, pois chorar à toa não é bom.
    E em seguida a menina sentiu que a brisa levantava – a suavemente, como se fosse uma pluma, deixando – a cair na escada do jardim, de onde ela tinha saído.
    Então, Aninha olhou para o céu, suspirou e murmurou. Faria o possível para não chorar mais sem razão.
    E entrou em casa para lanchar. E prometeu nunca mais chorar.

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